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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

GRÁFICOS DE VELAS ( CANDLES )

Origem

No século XVII os japoneses desenvolveram um método de análise técnica para analisar os preços de contratos futuros de arroz. O arroz era a riqueza e os fazendeiros de todo o Japão podiam mandar sacas de arroz que eram mantidas em armazéns, em troca, recebiam um cupão representativo do valor, o qual poderia ser vendido a qualquer momento. Apenas na bolsa Dojima operavam cerca de 1300 traders de arroz.

O termo Candlestick (candelabro em inglês) se deve ao fato dos elementos gráficos utilizados na representação dos preços praticados pelo mercado lembrarem velas, distribuídas sobre a área do gráfico.

A análise faz-se através da identificação de "figuras" formadas pelos "candles" (velas) em determinado ponto da tendência de mercado.

Atribui-se a Munehisa Honma o maior desenvolvimento desta técnica de análise. Ele não via a necessidade de se fazer presente em Osaka, comunicava as intruções de compra e venda por mensageiros.

Diz a lenda que conseguiu 100 trades consecutivos vitoriosos. Das suas teorias evoluiram as técnicas de candlestick que hoje são utilizadas em todo o mundo.

Os padrões de candles são úteis para um alarme antecipado de futuros movimentos dos preços, além de sevirem também como sinalizadores de suportes e resistências.

Também são úteis para sinalizar um mercado sobrevendido ou sobrecomprado.

Existem operadores que utilizam somente estes padrões para os seus trades, porém recomenda-se seu uso em complemento a outros indicadores técnicos.

Estrutura da Candlestick

As candlesticks são compostas do corpo (preto ou branco) e uma sombra superior ou inferior. A sombra ilustra os pontos mais elevados e baixos a que transaccionou o activo, e o corpo marca a abertura e o fecho. Se o activo subiu da abertura para o fecho o corpo é branco com a abertura no ponto mais baixo do corpo e o fecho no ponto mais elevado, se desceu, negro, com a abertura no ponto mais elevado do corpo e o fecho no ponto mais baixo. A candlestick pode não ter corpo (se a abertura for igual ao fecho, será uma mera linha), nem sombras (se a abertura ou o fech o coincidir com o mínimo ou o máximo, essa sombra não existirá).

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A origem da Bolsa de Valores

"Bolsa de Amsterdão", 1653
A Bolsa (nome comum para Bolsa de Valores) é o local onde se compram e vendem acções. Uma acção é uma unidade de títulos emitidos por uma empresa, representando uma fracção do seu capital social. Quem adquire acções de uma empresa torna-se investidor e sócio dessa mesma empresa.

Em qualquer momento as acções podem ser convertidas em dinheiro, consoante o seu valor. O valor pode aumentar ou diminuir, dependendo da saúde económica e financeira da empresa, das suas perspectivas de negócio e até de factores que nada têm a ver directamente com a empresa - por exemplo: alterações climáticas, instabilidade política, guerras.

Há quem faça remontar a origem da Bolsa de Valores, numa forma mais simples, ao período do Império Romano. Aí, as transacções tinham lugar na cidade de Roma, mais precisamente no Forum, perto do templo de Castor. Ao ar livre, como qualquer mercado que se prezasse.

O "comércio com papéis" só se vulgarizou a partir do século XIII, numa das regiões mais prósperas da Europa: o Condado da Flandres, cujo território abrangia uma parte da França, Bélgica e Holanda actuais. Aí, na cidade de Brugges, as transacções efectuavam-se na casa de um homem chamado Van der Beurse. Com o decorrer dos tempos, o nome "Beurse" vulgarizou-se por toda a Europa - e é fácil perceber de onde deriva a palavra portuguesa "Bolsa", já utilizada no reinado de D. Dinis.

As primeiras companhias por acções formalmente constituídas só surgiram no século XVII, na Holanda. A Bolsa de Amsterdão foi muito próspera até aos finais desse século, quando Londres lhe arrebatou a fama e o proveito. Curiosamente, apesar do intenso movimento de negócios se concentrar na zona conhecida simplesmente por City, os londrinos não tinham nenhum edifício especificamente dedicado a albergar a Bolsa. Os negócios faziam-se nos cafés da City, por vezes no meio de insultos e grandes zaragatas entre investidores rivais. Só a partir de 1698 o mercado de valores se estabeleceu definitivamente num único café - o Jonathan's Coffey-House. Mais tarde, transferiu-se para um clube privado, com o nome que ainda perdura: o Stock Exchange.

Apesar da enorme importância para a economia global, as transacções efectuadas nas Bolsas de Valores de todo o mundo estão sujeitas aos riscos decorrentes do imprevisto, daquilo que o ser humano não controla, mas também da ganância e falta de escrúpulos de algumas pessoas. Foi assim em 1929, no Crash da Bolsa de Nova Iorque, e em casos mais recentes, como o do Banco Northern Rock (2007). Como disse Isaac Newton no século XVIII, após ter perdido 20.000 libras na Bolsa de Londres: "Eu consigo calcular o movimento das estrelas, mas não a loucura dos Homens".
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domingo, 4 de outubro de 2009

Livros

Pai Rico, Pai Pobre

É o primeiro best-seller de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter. Ele advoga a busca pela independência financeira através de investimento, imóveis, ter seu próprio negócio e o uso de táticas financeiras de proteção do patrimônio.
Pai Rico, Pai Pobre é escrito em uma lingugem anedotal que entretêm e faz com que o assunto finanças fique interessante. O elemento mais central reiterado por Kiyosaki e Lechter é a defesa da tese de se possuir o sistema ou os meios de produção, ao invés de ser um empregado de alguém.

http://www.ziddu.com/download/4268002/PairicoPaipobre.PDF.html
http://www.pouparinvestir.com/ebooks/independencia-financeira-o-guia-do-pai-rico.pdf




Ganhar em Bolsa

Este livro tem um propósito claro: desmistificar o jogo na bolsa. A ideia nuclear de Ganhar em Bolsa é a de que qualquer pessoa, e não obrigatoriamente um perito, desde que dotada dos conhecimentos adequados e informação suficiente, pode seguramente ganhar na Bolsa, possivelmente muito e eventualmente de modo extraordinário, mesmo usando uma estratégia avessa ao risco.
Para tanto nem sequer é imprescindível grande empenhamento de tempo, embora se exija uma permanente e qualitativa atenção.
É um livro pedagógico e de leitura obrigatóriapara qualquer interessado no mercado de capitais.



Gomorra

Esta incrível e perturbadora viagem ao mundo dos negócios e do crime da Camorra começa e termina sob o signo das mercadorias, do seu ciclo de vida. Mercadorias "frescas" chegam ao porto de Nápoles todos os dias para serem de imediato ocultadas e armazenadas em prédios antigos, previamente esvaziados de tudo. Mais tarde, chegam as mercadorias "mortas", de toda a Itália e de meia Europa, sob a forma de escórias químicas, resíduos tóxicos ou mesmo esqueletos humanos, que são abusivamente despejadas nos campos da Campania, os mesmos onde os patrões da Camorra edificam as suas mansões faustosas e absurdas - datchas russas, vivendas hollywoodescas, verdadeiras catedrais de cimento e mármores preciosos - que certificam o grau de poder alcançado. Com mais de um milhão de exemplares vendidos só em Itália, encontrará certamente aqui páginas que o agarrarão e o vão arrastar para um abismo onde nenhuma imaginação consegue chegar.

«...este não é apenas o retrato da camorra napolitana. É muito mais do que isso. É o retrato do mundo.»
Alexandra Prado Coelho, ípsilon